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domingo, 3 de julho de 2011

12 de setembro de 2004. eram exatamente oito horas e cinquenta e sete minutos enquanto lá fora faziam 10 graus. mais uma noite de sexta-feira e aquela chuva incessante insistia em cair ao longo de minha vidraça, e além dela caia entre os vazios da terra. eu presa dentro de uma banheira dos deuses, coberta por um bem ainda potável, me aquecendo junto as pressões exercidas em minhas costas que me confortavam com uma intensidade ainda maior. uma imagem que me deslumbrava por inteira e em meio a tantos afazeres dediquei-me apenas a este momento. gozava do poder de ter uma temperatura apreciável enquanto a exterior era de  arrazar os corações aquecidos pelo fogo do amor e da paixão. ao fundo podia ouvir ainda aquela música vinda de algum lugar da casa que não fosse ali, mas mesmo assim ainda era alta o sucifiente para confortar meus ouvidos e roubar tudo o que havia em minha mente deixando-a vaga, oca. sensações múltiplas me telestrasportavam para um mundo talvez irreal, dentro de meu subconsciente totalmente inabitável e incompreensível. o mundo lá fora acontecendo enquanto meu tempo havia sido congelado para poder desfrutar daquele momento único, prazeroso e magnífico. observar aquela imagem trazia em meio aos meus pensamentos a idéia de que tudo aquilo se assemelhava aos filmes, cada detalhe planejado e replanejado para que pudesse se alcançar a perfeição desejada ou ao menos, que chegasse ao mais perto possível disso. aqueles campos tão verdes e extensos acompanhados de nuvens sombrias e carregadas que despejavam raios que conseguiam iluminar quase um todo. senti um arrepio carregado pela brisa que chegou a envolver meu pescoço e me dei conta da fresta que havia me escapado pelos olhos. foi quando me dei conta que já eram quase meia-noite e o som que embalava meus ouvidos e dominava minha mente já não fazia mais parte do interior da casa, mas sim dos ventos e da chuva acompanhados de trovões fortes que se passavam bem diante de meus olhos, e que assim como minha temperatura, permaneciam intactos e constantes. eu estava ali, isso já se fazia um devido tempo, è espera de sua chegada para me manter adentro dos assuntos discutidos no trabalho e para, assim como eu, lhe manter aquecido e saciado.

à pedidos , irmão.

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